
Toda a gente tinha razão, inclusive eu nos momentos mais pessimistas. A nossa relação foi sol de pouca dura. A minha extrema felicidade idem. Mas nunca pensei que nem amigos ficássemos. E isso dói, porque passar por ti como se não te conhecesse, como se nunca tivesse estado contigo como estive, como se as conversas que tivemos nunca tivesse existido, é como que uma parte da minha existência, a existência que tinha contigo, se apagasse. E eu não quero apagar isso, eu não quero esquecer-me de nós. Quero esquecer-te mas não esquecer-nos. Não, não és o amor da minha vida, aliás eu nem sequer te amava. Mas gostava de ti, considerava-te meu amigo e a falta de respeito e a desilusão que me trouxeste é algo imperdoável. Mas eu perdoava... se me tivesses dado hipótese para tal. Tentei falar contigo várias vezes e fugiste da conversa, mandei sinais, olhares e nada da tua parte. Não tenho mais nada a fazer. E, apesar de ter consciência disto tudo, tenho raiva de mim e não de ti. Tenho raiva de mim por continuar a gostar de ti.