
Ontem fez uma semana desde que me despedi da minha colega de casa. Não foi uma despedida do tipo "Vejo-te para o ano", foi uma despedida provavelmente bem mais longa. A minha casa académica bem podia ser conhecida como a casa internacional visto que há sempre estudantes de erasmus ou de programas parecidos por lá.
Uma dessas estudantes entrou em Fevereiro e era brasileira. Dei-me logo bem com a menina e como ela disse no fim " você ia adorar o Brasil! Você tem todo o espírito brasileiro", acabamos por descobrir que tínhamos muita coisa em comum. Resumindo, tornamo-nos grandes amigas. Iamos juntas às compras, ela desabafava comigo sobre o namorado e os amigos e eu com ela sobre... bem, sobre tudo! Faculdade, amigos, rapazes, família... Tudo. Ela é muito boa ouvinte, boa conselheira e sobretudo o ombro dela comprovou, por inúmeras vezes, ser muito confortável para as minhas lágrimas.
Mas, como qualquer coisa boa, há sempre um lado mau, ela só ia estar em Portugal uns meses, de Fevereiro a inícios de Julho. E foi exactamente de ontem há uma semana atrás que ela foi embora, para o seu país. Escusado será dizer que houve lágrimas, várias. E escusado será dizer que ainda houve mais depois de eu estar sozinha.
Contudo tudo foi preparado para uma boa despedida. Na noite anterior, nós, mais uma colega de casa e as amigas brasileiras dela fomos assistir ao fogo de artifício sobre o rio em Coimbra, e depois fomos "dançar até o sol raiar" ( mentira, foi só até as 4:30h) para um bar/discoteca que passa muita música brasileira, aquela que realmente me anima e me dá vontade de dançar . Foi uma das minhas melhores noites de Coimbra, diverti-me para caraças e nem foi preciso rapazes ou estar alterada para isso. Ela adorou, eu adorei. Não podia ter sido melhor.
No entanto, e passada uma semana, já tenho saudades dela. Claro que agora há mil e uma maneiras para enganar as saudades, tais como o skype, o whatsapp e o facebook. Mas, lá está, é enganar a saudade, não é matá-la. Por isso mesmo, fi-la prometer que daqui a dois anos tentava voltar a Portugal na altura da queima, para me ver no cortejo, no ano do meu carro. Espero que consiga, senão lá vou ter eu de ir ao Brasil ahaha